Longa expõe o melhor e o pior do esporte

“Boleiros – Era Uma Vez o Futebol” nos mostra uma descontraída resenha em um típico bar paulistano entre seis amigos que viveram em algum momento do futebol. Hoje, aposentados, se reúnem para lembrar das divertidas histórias do passado. Com direção de Ugo Giorgetti, o longa é um marco do cinema nacional. Principalmente por se tratar de um tema tão próximo a qualquer brasileiro. Um verdadeiro tributo ao esporte mais popular do país. Clique aqui para assistir!

“Otávio” (Adriano Stuart), “Naldinho” (Flávio Migliaccio), “Ari” (João Acaiabe) são ex-jogadores. Por sua vez, “Tito” (Oswaldo Campozana) também foi atleta no passado mas ainda está ligado ao esporte como técnico. Ainda estão presentes “Mamamá” (César Negro), um jogador em final de carreira, e um ex-árbitro (Rogério Cardoso).

O filme conta seis diferentes histórias com personagens que vivem situações bem típicas do nosso futebol. Esses causos envolvem também os seis principais times do Estado de São Paulo. Vamos a elas:

O Pênalti (Juventus) 

A primeira história de “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol” passe-se na Mooca! Apostador inveterado, o árbitro “Virgílio Pênalti” (Otávio Augusto) havia sido pago pela diretoria de um time do interior paulista para garantir a vitória da equipe diante do Juventus, já classificado, na Rua Javari. Logo de cara o juiz arrumou um pênalti para lá de duvidoso para os visitantes. Mas diante do fraco batedor “Coringa” as coisas se complicam. E “Virgílio” abusa de soluções estapafúrdias para solucionar o problema.

Paulinho Majestade (Santos) 

“Paulinho Majestade” (Aldo Bueno) havia sido um grande craque do time da Vila Belmiro ao apresentar um futebol vistoso. Entretanto, o agora ex-jogador estava sumido completamente e para piorar anunciava seu antigos troféus nos classificados do jornal. É então que o repórter “Zé Américo” (Cassio Gabus Mendes) convence seu chefe de que seria uma boa ideia procurar e entrevistar “Paulinho”. E eles conseguem, mas com uma condição: grana. O saudoso craque usa o dinheiro para bancar ao jornalista e sua fotógrafa uma noite de gala em um restaurante de luxo em São Paulo.

Se liga no trailer de “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol”: 

O Pivete (São Paulo)  

“Otávio” (Adriano Stuart) é quem conta esse causo. Ele recorda de um menino (João Motta) marginalizado que simplesmente apareceu na escolinha de futebol onde dava aulas para garotos bem de vida. Ele era magrinho, todo sujo, quieto e esquentado. Assim como muito bom de bola. Só que ele também tinha más influências à sua volta e um estilo de vida nada bom. Ex-jogador do São Paulo Futebol Clube, “Otávio” logo se comove com a situação do pivete e tenta ajudá-lo.

Azul (Portuguesa) 

Aqui vemos a súbita ascensão que um jogador de futebol vive. “Azul” (Cléber Colombo) é atleta da Lusa. Recentemente marcou o gol mais bonito de sua carreira. Agora ele é assediado pela mídia, tem uma legião de fãs e negocia uma transferência milionária para o futebol italiano. Simultaneamente que negligencia o pagamento da pensão de sua filha e sente severamente a dor do racismo.

Pai Vavá (Corinthians) 

“Caco” (André Bicudo) é o craque do time do Corinthians. Mas ele está afastado há três meses com uma lesão no joelho para desespero da Fiel. Principalmente de três torcedores (Eduardo Mancini, Robson Nunes e Adilson Pancho), entre os quais está incluído o cunhado do jogador. Esses fanáticos visitam constantemente o consultório do médico do clube e cobram uma solução para a lesão. Sem uma resposta que lhes convença, eles levam o jogador para visitar o pai de santo da antiga comunidade onde vivia “Caco” antes da fama. Estamos falando de “Pai Vavá” (André Abujamra).

Frio (Palmeiras)

Uma passagem do Verdão em noite de pré-clássico encerra “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol”. “Fabinho Guerra” (Paulo Coronato) é um importante jogador do Palmeiras em um determinado momento da década de 1990. Ele e seus companheiros estão concentrados em chique hotel paulistano às vésperas de um derby contra o Corinthians. Assim como “Edil” (Lima Duarte), treinador do Alviverde. Só que o técnico é conhecido por seu estilo de sargento, com direito a rígidas regras para seus comandados. O problema é que “Guerra” é o típico boleiro malandro e mulherengo. E um repentino flerte do atleta com uma hóspede interpretada por Marisa Orth vai ser o suficiente para iniciar um verdadeiro jogo de “gato e rato” pelo hotel.

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